Sistemas de pagamento em tempo real deixaram de ser um recurso de nicho e passaram a redesenhar a forma como bancos, fintechs e empresas movimentam dinheiro. Uma análise da McKinsey Insights, publicada sob o título “How instant payments are transforming the financial landscape”, reúne lições de mercados que já operam liquidação instantânea para orientar prestadores de serviços de pagamento comercial sobre como se adaptar a esse ambiente. O documento não é uma norma nem uma decisão regulatória — é um estudo de mercado, e é assim que deve ser lido: como mapa de tendências, não como obrigação legal.
Nos últimos anos, diferentes autoridades monetárias criaram infraestruturas próprias de pagamento instantâneo. O Banco Central do Brasil colocou o Pix em operação em novembro de 2020. A National Payments Corporation of India opera o UPI desde 2016. O Federal Reserve, nos Estados Unidos, lançou o FedNow em 2023. Na União Europeia, o esquema SEPA Instant permite transferências em segundos entre países do bloco. Esses sistemas têm desenhos técnicos e modelos de governança distintos, mas compartilham o mesmo efeito prático: a liquidação de um pagamento, que antes levava horas ou dias úteis, passa a ocorrer em segundos, todos os dias da semana. É esse fenômeno, replicado em geografias diferentes, que a McKinsey usa como base para consolidar lições aplicáveis a quem atua no mercado de pagamentos comercial.
O público apontado pelo resumo do estudo é o de “commercial payments players” — ou seja, bancos comerciais, fintechs de meios de pagamento, adquirentes, subadquirentes e áreas de tesouraria de empresas que dependem de fluxo de caixa previsível. Para esses agentes, a instantaneidade altera pelo menos três frentes de operação: a gestão de liquidez, que precisa responder a movimentações em tempo real em vez de compensações em lote; o modelo de receita, historicamente apoiado em tarifas de interchange e prazos de compensação que remuneravam o intermediário; e a exposição a fraude, já que a reversão de uma transação liquidada em segundos é mais difícil do que a de uma transação ainda em processamento.
É importante ser preciso sobre os limites da fonte disponível. O material consultado é o resumo público do estudo, não o relatório completo, e ele afirma que o documento traz “lições de mercados ao redor do mundo” para ajudar esses agentes a acompanhar um ambiente em rápida transformação. O resumo, contudo, não especifica quais mercados são analisados em profundidade, não apresenta números de adoção, volume transacionado ou impacto de receita, e não detalha recomendações operacionais específicas — por exemplo, qual modelo de monetização substituiria a receita de interchange, ou que parâmetros de gestão de risco de liquidez seriam adequados a cada porte de instituição. Também não há, no resumo, qualquer menção a obrigações regulatórias específicas do Brasil, o que significa que qualquer leitura sobre o Pix precisa ser buscada diretamente nas normas do Banco Central, não neste estudo.
Um ponto que merece atenção de quem trabalha com produtos financeiros é que o estudo da McKinsey tem natureza consultiva — reúne padrões observados em diferentes jurisdições, não fixa regra de conduta. As obrigações concretas para operar em cada sistema de pagamento instantâneo continuam definidas pelas respectivas autoridades: no Brasil, pelo Banco Central, por meio das resoluções que regem o Pix e seus participantes; nos Estados Unidos, pelo Federal Reserve, em relação ao FedNow; na Índia, pela NPCI, para o UPI. Isso significa que uma instituição financeira pode usar as lições descritas no estudo para orientar estratégia comercial, mas o cumprimento de exigências técnicas, de segurança e de reporte segue vinculado à norma de cada regulador local, que não é objeto do documento analisado.
Como o material disponível é um único estudo de mercado, e não uma decisão normativa, não há divergência de interpretação entre autoridades a ser mapeada aqui — o que existe é uma lacuna de detalhamento. Não está definido, a partir da fonte consultada, como cada mercado nacional deve equilibrar a queda de receita de interchange com o aumento de volume transacional, nem que modelo de precificação para pagamentos instantâneos tende a prevalecer entre adquirentes e emissores. Também não há, no resumo, indicação de prazo para que as lições descritas se traduzam em mudança regulatória em algum país específico. Esses pontos dependem de decisões que cada autoridade monetária tomará de forma independente, e de dados que o próprio relatório completo — não disponível neste apanhado — pode ou não detalhar.
Para quem acompanha esse tema profissionalmente, o caminho mais direto é monitorar diretamente os canais oficiais dos reguladores de cada sistema — no caso brasileiro, as comunicações do Banco Central sobre o Pix, incluindo ampliações de funcionalidade como pagamento recorrente e parcelado — e tratar estudos setoriais, como o da McKinsey, como leitura complementar de tendência, não como fonte normativa. Instituições que operam em mais de uma jurisdição também acompanham publicações equivalentes de bancos centrais estrangeiros, já que a comparação entre sistemas é justamente o método usado pelo estudo para chegar às suas lições.
Para quem lidera ou pretende liderar áreas de produtos financeiros, tesouraria ou estratégia de pagamentos, entender a fundo os mecanismos de liquidação, precificação e gestão de risco por trás dessas mudanças é parte do repertório técnico esperado de um cargo sênior. A Certificação Profissional em Mercado de Pagamentos organiza esse conteúdo de forma estruturada, cobrindo os modelos de negócio, os agentes regulatórios e as dinâmicas de infraestrutura que sustentam sistemas como os citados neste estudo.
1. O documento analisado é um estudo de mercado da McKinsey, não uma norma ou decisão regulatória.
2. O Pix, no Brasil, é regulado pelo Banco Central e está em operação desde novembro de 2020; qualquer obrigação de compliance depende das resoluções do BCB, não do estudo.
3. O resumo consultado não informa números de adoção, volume financeiro ou impacto de receita por mercado.
4. Não há, na fonte disponível, indicação de qual modelo substituirá a receita de interchange para bancos e adquirentes.
5. O nível de detalhamento sobre recomendações operacionais específicas depende do relatório completo, não incluído no resumo público analisado.
Este texto foi apurado a partir das publicações abaixo. As informações atribuídas a órgãos, normas e decisões devem ser conferidas na fonte oficial correspondente.
Busca um MBA ou pós-graduação em Gestão para acelerar a carreira? Veja as pós-graduações e as certificações da Galícia Educação.
Este artigo teve a curadoria do time da Galícia Educação e foi escrito utilizando inteligência artificial a partir de seu conteúdo original publicado por McKinsey Insights.
Quem domina gestão não espera a promoção — conquista.
Pós e MBA em Gestão: R$ 2.250 no Pix ou 12× R$ 212,50 — a mensalidade não trava o limite do seu cartão.
Prefere falar com alguém? Falar com um consultor no WhatsApp.
Para quem quer o próximo passo: de coordenação para gerência, de gerência para head.
Ver os MBAs e pós