O ano é 2022 e estamos presenciando os reflexos da 4ª Revolução, também conhecida como Indústria 4.0. O foco desse movimento é a melhoria da eficiência e da produtividade dos processos. Mas o que não podemos negar é que, com isso, chegaram até nós milhares de novos termos que até então desconhecíamos – e o intraempreendedorismo é um deles.
O intraempreendedorismo, apesar de ter sido citado pela primeira vez há 30 anos, ainda é um termo novo para muita gente.
Então vamos lá: ao contrário do que se pensa, o empreendedor não é apenas a pessoa que possui seu próprio negócio. Podemos dizer que o empreendedor é aquela pessoa que está sempre atenta às mudanças e às inovações.
Sendo um modelo de inovação corporativa, o intraempreendedorismo é uma ferramenta que tem o intuito de promover o crescimento da empresa. Ele passou a ser considerado um grande diferencial, porque é capaz de gerar grandes vantagens competitivas.
Uma das principais características do intraempreendedorismo, além de aumentar a produtividade e o nível de inovações das empresas, é o papel que o colaborador desempenha.
Aqui, o trabalho volta a ser a expressão da contribuição do funcionário perante a sociedade. Isso se dá porque o foco é para que ele possa agir sozinho, expressando o seu empreendedorismo.
Na prática, o intraempreendedorismo é a habilidade em trazer inovações e ideias com uma atitude proativa dentro da empresa.
O intraempreendedorismo dentro das empresas tornou-se importante por um conjunto de fatores. Um dos principais é que o “empreendedor corporativo” está sempre atento aos riscos e às oportunidades que possam surgir – o que, eventualmente, até mesmo os gestores podem deixar passar.
Por natureza, o colaborador que se destaca nessa posição é proativo, ele tem tendência a sempre realizar. O intraempreendedorismo transforma o potencial empreendedor dos colaboradores, e o resultado disso são saltos de inovação muito significativos.
Outro fator que deve ser levado em conta na hora de optar ou não pelo intraempreendedorismo é entender que, a cada oportunidade aproveitada, se contabiliza um risco que foi evitado. Esse fator eleva a vantagem competitiva em relação aos seus concorrentes.
Para que o intraempreendedorismo se torne uma solução para a sua empresa, vale lembrar que ele não é uma iniciativa que pode acontecer isoladamente. Para que ele aconteça, é necessário que a equipe esteja alinhada, e que tenha uma estrutura, com o intraempreendedor, projeto e recursos.
E sim, mesmo sendo um modelo de inovação corporativa, ele pode ser abordado de diversos ângulos, porque a forma como ele é aplicado depende dos limites da própria organização. Existem duas formas diferentes. Vamos entender um pouco mais sobre cada uma delas!
Essa forma é mais usual quando o intraempreendedorismo está ligado diretamente à atividade principal da empresa. Ou seja, o intraempreendedor será capaz de agregar valor para a organização, e isso resultará em inovação e crescimento – sempre ligado à organização da qual ele faz parte.
Já aqui, o intraempreendedorismo foge dos projetos e ideias que fizeram a empresa ser originalmente conhecida – por isso o spin-off, que são ideias que não se ligam à ideia original. A forma como novos negócios podem surgir nesse processo varia bastante.
Captar recursos para projetos paralelos ou mesmo usar seu próprio know-how, juntamente com o conhecimento adquirido em pesquisas e desenvolvimento, serão a base para o projeto intraempreendedor.
Um termo está intimamente ligado ao outro, mas existem algumas diferenças muito importantes entre eles, principalmente em questões de negócios. O intraempreendedorismo é praticado dentro da organização, e precisa de estímulo gerencial para que possa existir.
Sendo uma prática que é promovida pelos gestores, são desenvolvidas ações a fim de criar um ambiente favorável para o surgimento de intraempreendedores. Quanto ao empreendedorismo, o termo refere-se diretamente às pessoas que já atuam no seu próprio negócio, seja criando um produto ou fornecendo um serviço.
Como já falamos bastante sobre a teoria do intraempreendedorismo, trouxemos alguns cases de sucesso para que você entenda ”na prática” como empresas usaram essa inovação corporativa a seu favor!
Um dos maiores, se não o maior exemplo de intraempreendedorismo que deu certo. Paul Buchheit, funcionário do Google, dedicava 20% de seu tempo em projetos pessoais, assim como a política da empresa prega, e nesse meio tempo nasceu o Gmail.
O botão “curtir” do Facebook também é fruto do intraempreendedorismo. A mais famosa interação da rede social teve seu protótipo criado a partir de um programa de ideias interno que a empresa incentiva.
Brincadeiras à parte, o Playstation é um exemplo de intraempreendedorismo spin-off, em que Ken Kutaragi criou uma inovação praticamente impensável dentro do cenário tradicional da Sony, superestabelecida no mercado.
Quem disse que grandes ideias não podem surgir por causa de um… acidente? Pois é! Foi assim que um dos cientistas da 3M, ao pesquisar um superadesivo com tecnologia aeroespacial, criou um adesivo que gruda e não deixa resíduos, o queridíssimo Post-It.
Em primeiro lugar, para aplicar o intraempreendedorismo na sua empresa é muito importante ter um time engajado, até porque tudo acontece a partir dele. Sem o engajamento dos colaboradores, juntamente com uma liderança clara e objetiva, não tem como haver desenvolvimento inovador.
Apesar do intraempreendedorismo ter algumas características bem particulares, é imprescindível que o ambiente seja propício para que ele aconteça, para que, além de estimular os intraempreendedores “natos”, a prática também envolva e incentive os outros colaboradores. E claro, aqui vão algumas dicas para você tirar a ideia do papel!
Você se interessou pelo assunto e quer saber mais? Assine a nossa newsletter e fique por dentro de tudo que acontece no mercado!
Quem domina gestão não espera a promoção — conquista.
Pós e MBA em Gestão: R$ 2.250 no Pix ou 12 mensalidades de R$ 212,50 — a mensalidade não trava o limite do seu cartão.
Prefere falar com alguém? Falar com um consultor no WhatsApp.
Para quem quer o próximo passo: de coordenação para gerência, de gerência para head.
Ver os MBAs e pós