A promoção da Gláucia Vieira Xavier Lataro a sócia do Baruel Barreto não é notícia sobre tempo de casa. É notícia sobre o que 25 anos de contencioso tributário produzem quando bem geridos: um histórico auditável de escolhas processuais certas em momentos em que a escolha errada custaria caro ao cliente e ao escritório. Para quem tem entre 2 e 8 anos de OAB e mira virar sócio ou cobrar honorário de sênior, a tese é simples e incômoda: você não sobe de nível produzindo mais peças, você sobe quando começa a ser convocado para decidir — e decide bem, de forma repetível, documentável e defensável perante o sócio que assina embaixo do seu parecer.
A decisão central em jogo não é “qual tese jurídica é mais forte”, mas “em que momento processual essa tese forte se torna uma aposta administrável para o cliente” — e é exatamente essa segunda pergunta que separa o advogado que vira sócio do que fica eternamente redigindo recursos de terceiro.
Advogados juniores em contencioso tributário costumam avaliar apenas um eixo: a probabilidade de êxito da tese nos tribunais superiores. É insuficiente e é isso que os mantém subordinados. Um framework mais robusto — o mesmo que profissionais como Gláucia aplicam de forma intuitiva depois de décadas — cruza três variáveis antes de recomendar qualquer rota:
Não basta saber se existe precedente favorável. É preciso saber se a composição da turma ou do plenário mudou desde que aquele precedente foi firmado, e se há repercussão geral ou recurso repetitivo pendente que pode congelar ou reverter a tese antes do seu recurso ser julgado.
Uma tese com 70% de chance de êxito em oito anos vale menos, para a maioria dos clientes empresariais, do que uma tese com 50% de chance resolvida em dezoito meses via transação tributária ou compensação administrativa. Advogado júnior ignora isso porque foi treinado para maximizar a tese, não o resultado do cliente.
Este é o eixo que separa contencioso sênior de contencioso operacional. Vencer no STF ou STJ não encerra o jogo se houver risco real de modulação que preserve os efeitos da cobrança para o passado. Quem não modela esse risco antes de aconselhar o cliente a litigar está entregando uma vitória de Pirro travestida de sucesso.
Imagine o seguinte caso, comum na rotina de quem atua entre 3 e 6 anos de OAB: um cliente do setor industrial pede recuperação de créditos de ICMS sobre insumos que, segundo interpretação recente, teriam sido tributados indevidamente. Há um precedente favorável de uma câmara estadual, mas o tema ainda não subiu para julgamento definitivo em tribunal superior.
A decisão errada é recomendar o ajuizamento imediato com base no precedente isolado, prometendo ao cliente uma vitória “praticamente certa” — porque é isso que garante o mandato e a remuneração no curto prazo, mas expõe o escritório a um cliente frustrado dali a três anos quando o tribunal superior decidir de forma diversa ou modular efeitos.
A decisão certa é apresentar ao cliente duas rotas paralelas: uma administrativa, via processo de restituição ou compensação com pedido de habilitação, que trava o prazo prescricional e gera fluxo de caixa mais rápido mesmo que parcial; e uma judicial, condicionada à monitoração de repercussão geral, com relatório trimestral de risco atualizado. Essa é a diferença entre vender uma tese e gerenciar uma carteira de risco jurídico — e é isso que faz um sócio fundador confiar contencioso de alto valor a um associado.
O ponto que a maioria dos cursos tradicionais de contencioso tributário ignora é que a tese jurídica é a parte fácil — qualquer associado bem preparado sabe pesquisar jurisprudência. O que falta é o treino de julgamento: simular cenários em que as três variáveis do framework mudam simultaneamente (composição de tribunal, urgência do cliente, risco de modulação) e o profissional precisa decidir em tempo real, sabendo que vai ser cobrado pela consequência, não pela intenção. É esse tipo de treino — avaliação de raciocínio sob pressão, não memorização de teoria — que estrutura programas como a Certificação Profissional em Prática no Contencioso Tributário, pensada justamente para quem precisa transformar anos de experiência dispersa em critério de decisão replicável e defensável diante de um sócio ou de um cliente exigente.
1. Sócio se torna quem aprende a dizer não. O associado que aceita todo caso “porque precisa de horas faturáveis” nunca constrói portfólio de decisão; quem recusa causas fracas e documenta o porquê constrói autoridade.
2. O precedente favorável isolado é um passivo disfarçado de ativo. Vender segurança jurídica baseada em jurisprudência não consolidada é o erro mais caro e mais comum entre profissionais de 3 a 6 anos de OAB.
3. Contencioso sênior não maximiza vitórias, maximiza previsibilidade de fluxo de caixa do cliente. Isso muda completamente a métrica de sucesso que o profissional deveria perseguir.
4. A modulação de efeitos é o verdadeiro risco oculto que separa gerações. Quem não modela esse risco antes de aconselhar litigar está, na prática, vendendo uma expectativa que não controla.
5. Escritórios promovem quem reduz o risco de decisão do sócio-fundador — não quem produz mais peças. A métrica implícita de ascensão é redução de incerteza para quem assina, não volume de trabalho entregue.
Quando você consegue apresentar, sem consultar ninguém, um relatório de risco trimestral para pelo menos três casos ativos, com recomendação de rota e justificativa documentada — não apenas a peça processual, mas a decisão estratégica por trás dela.
Depende do seu objetivo de carreira: teses controvertidas geram reputação e diferenciação mais rápido, mas exigem domínio do eixo de modulação de efeitos; jurisprudência pacificada gera volume e previsibilidade de honorário, mas menos poder de precificação.
Documente não apenas resultados, mas o racional de cada escolha estratégica recusada e aceita — esse arquivo, mais do que o currículo, é o que convence um sócio fundador a delegar carteiras maiores.
Estadual, especialmente ICMS, tem hoje o maior volume de teses em movimento e menor concorrência de especialistas seniores, o que acelera a construção de autoridade para quem está entre 3 e 6 anos de OAB.
Não substitui, mas comprime o tempo de aprendizado: simuladores bem desenhados expõem o profissional a dezenas de cenários de decisão sob incerteza em meses, algo que levaria anos para acumular apenas na prática cotidiana de escritório.
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Este artigo teve a curadoria do time da Galícia Educação e foi escrito utilizando inteligência artificial a partir de seu conteúdo original em https://www.conjur.com.br/2026-jul-13/baruel-barreto-advogados-tem-nova-socia-de-contencioso-tributario/.
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