O mundo dos negócios está em constante evolução e, com isso, as funções do C-suite também precisam se adaptar às mudanças. Nos últimos cinco anos, novas posições surgiram para lidar com prioridades estratégicas emergentes, como o chief transformation officer, o chief digital officer e, mais recentemente, o chief artificial intelligence (AI) officer.
Uma pesquisa realizada pela West Monroe, uma empresa de consultoria de negócios e tecnologia, com 1.000 diretores, vice-presidentes e vice-presidentes seniores com idades entre 25 e 45 anos, revelou quais funções do C-suite os profissionais esperam que sejam eliminadas e quais devem surgir nos próximos anos.
Esses profissionais da próxima geração serão responsáveis por influenciar como as empresas são gerenciadas e evoluem no futuro, e suas opiniões são interessantes. Vejamos os resultados da pesquisa:
Com base nesses resultados, podemos tirar algumas conclusões importantes.
Muitas empresas criaram a função de chief transformation officer para supervisionar mudanças em grande escala e de longo prazo. No entanto, quase um terço dos entrevistados acreditam que essa função será eliminada. Isso é bastante significativo: as empresas não estão deixando de se transformar, mas os líderes de hoje têm menos paciência para mudanças intensivas que levam meses ou anos.
Com a crescente integração entre os mundos físico e digital, as empresas precisam ser capazes de testar e aprender, falhar rapidamente e adaptar-se com agilidade. Essa mudança de mentalidade, combinada com novas tecnologias e condições econômicas voláteis, faz com que os líderes, conselhos e investidores esperem resultados em semanas, e não em meses. Com essa ênfase na inovação rápida e contínua, a responsabilidade pela transformação não pode mais ser atribuída a apenas uma função. Todos os líderes do C-suite devem estar totalmente focados e igualmente responsáveis pela transformação do negócio.
A inteligência artificial tem grandes implicações para o futuro do trabalho. Muitos executivos acreditam que é necessário investir urgentemente em AI para se manterem competitivos e lucrativos, mas ainda têm dúvidas sobre como usar essa tecnologia para impulsionar o desempenho.
Ter um líder dedicado a essa função é fundamental nessa etapa. Isso demonstra ao mercado e à organização que a AI é uma prioridade e mobiliza as pessoas em torno das mudanças necessárias. Além disso, é necessário ter a expertise necessária para antecipar as tendências, definir a direção estratégica e os produtos a serem desenvolvidos, operacionalizar iniciativas, educar a organização e garantir consistência na aplicação da AI.
No entanto, à medida que a AI se torna cada vez mais integrada em todas as áreas do negócio, acredito que essa função será incorporada a outras ou transitará para a função de chief data officer. O foco, então, mudará para a próxima tecnologia emergente.
A próxima geração não enxerga essa função sendo eliminada porque não a considera mais um problema urgente para os negócios. Pelo contrário, esses profissionais entendem que equipes com perspectivas diversas produzem resultados melhores e criam valor com mais rapidez. Para prosperar, as equipes precisam de um ambiente inclusivo e equitativo, o que exige que esses princípios sejam incorporados à cultura da organização. Embora a liderança ratifique os valores que definem a cultura, criar um ambiente que coloque esses valores em prática é responsabilidade de todos. Na West Monroe, por exemplo, a diversidade, a equidade e a inclusão são uma prioridade estratégica e uma responsabilidade de todos os membros do C-suite. Embora a empresa não tenha um líder dedicado a essa função, o compromisso com a diversidade e a inclusão é forte porque cada equipe coloca essas práticas em ação.
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Este artigo teve a curadoria de Otello Bertolozzi Neto. Cofundador e CEO da Galícia Educação. Coach profissional e executivo com larga experiência no mundo digital e mais de 20 anos em negócios online. Um dos pioneiros em streaming media no país. Com passagens por grandes companhias como Estadão, Abril, e Saraiva. Na Ânima Educação, ajudou a criar a Escola Brasileira de Direito e a HSM University dentre outras escolas digitais que formam dezenas de milhares de alunos todos os anos.
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