A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) deflagrou, em 16 de setembro, a quarta fase da chamada Operação Força Integrada, com ações simultâneas em 19 estados brasileiros. Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, foram cumpridos 106 mandados de prisão e 173 de busca e apreensão, além de medidas cautelares patrimoniais que bloquearam e sequestraram mais de R$ 508 milhões em bens vinculados a organizações criminosas.
A operação não tem um nome único: em cada estado ela recebeu denominação própria, ainda que integre a mesma fase nacional coordenada pela Polícia Federal (PF). A fonte consultada não informa o total de estados que tiveram nome de operação divulgado publicamente nem detalha critérios usados para batizar cada ação local.
De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a Ficco funciona com 20 bases distribuídas em 19 unidades federativas e reúne, de forma coordenada mas sem relação de subordinação entre si, agentes das polícias civis e militares estaduais, policiais penais, guardas municipais, policiais rodoviários federais e integrantes de secretarias estaduais de Segurança Pública e da Secretaria Nacional de Políticas Penais. A coordenação fica a cargo da PF.
O modelo, conforme descrito pelo próprio Ministério, baseia-se em inteligência compartilhada entre essas instituições para viabilizar ações simultâneas contra estruturas de facções em múltiplos estados no mesmo dia. A fonte não detalha, contudo, qual é o instrumento jurídico-institucional que formaliza essa integração (se convênio, portaria interministerial ou outro ato normativo), nem desde quando a Ficco opera nesse formato — apenas que a ação de 16 de setembro corresponde à "quarta fase" da Operação Força Integrada, sem especificar datas das fases anteriores.
Do total nacional bloqueado, o maior volume foi determinado pela 2ª Vara Federal do Tocantins: até R$ 412,5 milhões, no âmbito da chamada Operação Rota Araguaia 2. Segundo a PF, essa frente mirou um núcleo suspeito de dar suporte logístico e financeiro a uma organização voltada ao tráfico internacional de drogas e à lavagem de capitais. A PF descreve o objetivo da medida como "descapitalizar" a estrutura investigada e assegurar reparação de eventuais danos.
Em Mato Grosso do Sul, o valor bloqueado somou R$ 75 milhões, com 14 mandados de busca e apreensão e dois de prisão contra alvos também localizados em Mato Grosso e Pernambuco. Nessa frente, foram apreendidos mais de 250 quilos de cocaína e 60 quilos de haxixe, segundo a mesma fonte.
Na Bahia, a Operação Eirene 2 resultou em bloqueio e sequestro patrimonial de mais de R$ 12 milhões, com 57 mandados de busca e apreensão e 45 de prisão. Os investigados nesse estado são apontados como suspeitos de tráfico de drogas, homicídios, extorsão, lavagem de dinheiro e posse ilegal de armas.
Segundo o Ministério da Justiça, também houve ações no Acre, em Alagoas, no Amapá, no Ceará, no Espírito Santo, em Goiás, no Mato Grosso, em Minas Gerais, no Pará, no Paraná, em Pernambuco, no Rio Grande do Norte, no Rio Grande do Sul, em Roraima e em Sergipe. A fonte não discrimina, para esses estados, o número de mandados cumpridos nem o valor patrimonial bloqueado individualmente — apenas confirma a existência de ações nessas localidades como parte da mesma fase.
Há apenas uma fonte disponível sobre esta operação, o que limita o nível de detalhamento possível neste texto. Ela não informa: o enquadramento penal específico usado nos mandados (a matéria cita genericamente tráfico de drogas, tráfico de armas, lavagem de dinheiro e, no caso baiano, homicídios e extorsão, sem indicar dispositivos legais); os números dos processos ou operações em cada estado além dos três destacados (Tocantins, Mato Grosso do Sul e Bahia); o juízo ou tribunal responsável pela expedição dos mandados fora do Tocantins; e se há prazo determinado para desbloqueio, restituição ou destinação dos valores sequestrados.
Também não há, na fonte consultada, indicação sobre eventuais recursos já interpostos pelas defesas dos investigados, sobre o estágio processual dos inquéritos que originaram os mandados, ou sobre se as medidas cautelares patrimoniais foram decretadas com base em decisão de instância única ou colegiada. Esses pontos dependem de acompanhamento processual específico em cada estado e não podem ser presumidos a partir do material disponível.
Como a ação está estruturada em fases sucessivas — esta é identificada como a quarta —, é possível que o Ministério da Justiça e Segurança Pública e a PF divulguem balanços posteriores com desdobramentos, como decisões sobre os bens bloqueados ou denúncias formais do Ministério Público. Até a data da apuração, não havia informação sobre uma data prevista para a próxima fase.
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1. O valor total bloqueado e sequestrado na operação, segundo o Ministério da Justiça, é superior a R$ 508 milhões, sendo R$ 412,5 milhões apenas no Tocantins.
2. Foram expedidos 106 mandados de prisão e 173 de busca e apreensão em âmbito nacional, conforme a mesma fonte.
3. A operação ocorreu em 19 estados, com nomes distintos em cada unidade federativa, mas integrando uma única fase nacional da Operação Força Integrada.
4. A Ficco reúne múltiplas corporações (PF, polícias civis e militares, policiais penais, guardas municipais, PRF) sem relação de hierarquia entre elas, segundo o Ministério da Justiça.
5. A fonte disponível não detalha o enquadramento penal específico dos mandados nem o estágio processual das investigações fora dos três estados destacados (Tocantins, Mato Grosso do Sul e Bahia).
O que é a Ficco?
É a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado, estrutura que reúne, sob coordenação da Polícia Federal e sem hierarquia entre os participantes, agentes de diferentes corporações estaduais e federais para ações conjuntas contra facções criminosas, segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Quanto foi bloqueado na operação de 16 de setembro?
Mais de R$ 508 milhões em bens de investigados, conforme decisões judiciais cumpridas nos estados alcançados pela ação.
Qual estado teve o maior bloqueio?
O Tocantins, com até R$ 412,5 milhões determinados pela 2ª Vara Federal, na Operação Rota Araguaia 2.
Quantos mandados foram cumpridos ao todo?
106 mandados de prisão e 173 de busca e apreensão, segundo o Ministério da Justiça.
A fonte informa o enquadramento penal exato usado nos mandados?
Não. A cobertura disponível cita genericamente tráfico de drogas, tráfico de armas, lavagem de dinheiro e, no caso da Bahia, também homicídios e extorsão, mas não indica os dispositivos legais aplicados.
Este texto foi apurado a partir das publicações abaixo. As informações atribuídas a órgãos, normas e decisões devem ser conferidas na fonte oficial correspondente.
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