Bem-estar para gestores: 5 práticas que funcionam

Em resumo
  • A primeira prática descrita por Bloom não é uma mudança de comportamento, mas um exercício de observação.
  • Bloom argumenta que tentativas de mudança ampla — reformular a rotina inteira ou adotar uma prática que consome muito tempo — carregam risco de gerar problemas maiores que os que pretendiam resolver.
  • Um ponto explícito do livro é a rejeição de uma prática única recomendada a todos.
  • Bloom descreve o bem-estar duradouro não como um ponto de chegada, mas como a capacidade de atravessar períodos de alta e de baixa mantendo-se orientado por valores centrais e por relações estáveis.

O psicólogo social Matt Bloom, professor emérito de administração da Universidade de Notre Dame e cofundador do aplicativo de bem-estar Ritual, descreveu cinco práticas voltadas à construção de bem-estar duradouro em seu livro Lasting Wellbeing: Science-Based Practices for Tranquility, Authenticity, Meaning, and Joy. As cinco ideias foram apresentadas em formato de resumo (Book Bite) publicado pela revista do Next Big Idea Club e reproduzido pela Fast Company. Para quem ocupa posição de gestão e lida com sobrecarga, decisões sob pressão e equipes exigentes, o conteúdo interessa menos como autoajuda genérica e mais como um conjunto de mecanismos que Bloom associa a décadas de pesquisa sobre bem-estar em profissões de ajuda e cuidado, campo em que atuou por quase 30 anos.

Parar para mapear os dias antes de tentar mudar qualquer coisa

A primeira prática descrita por Bloom não é uma mudança de comportamento, mas um exercício de observação. Ele propõe o que chama de “Map Your Days”: ao final de cada dia, por pelo menos duas semanas, a pessoa registra rapidamente se o dia foi bom ou ruim, descreve um ponto alto e um ponto baixo daquele dia, sem se alongar — o próprio autor estima que o exercício leve até cinco minutos. Depois desse período, Bloom orienta revisar os registros em busca de padrões: o que se repete nos dias bons e o que se repete nos dias difíceis. Segundo ele, é esse levantamento — e não uma intuição genérica sobre “estar estressado” — que indica em que ponto específico vale investir esforço de mudança.

Mudanças pequenas e consistentes, não reformulações amplas de rotina

Bloom argumenta que tentativas de mudança ampla — reformular a rotina inteira ou adotar uma prática que consome muito tempo — carregam risco de gerar problemas maiores que os que pretendiam resolver. A alternativa que descreve no livro é o uso de práticas pequenas, de até 15 minutos, aplicadas com consistência ao longo do tempo. Dois exemplos citados por ele: práticas de “tranquilidade”, como meditação de atenção plena feita em blocos de cinco a dez minutos (inclusive fracionada, como durante um sinal fechado ou uma fila); e a prática que ele chama de “Worry Window” — cinco minutos cronometrados para escrever, sem censura, todas as preocupações que vierem à mente, encerrando o exercício quando o tempo acaba. Bloom atribui a essa segunda prática um efeito de redução da preocupação ao longo do tempo, sem detalhar magnitude ou metodologia de mensuração desse efeito.

O mesmo método não funciona igual para todo mundo, segundo o autor

Um ponto explícito do livro é a rejeição de uma prática única recomendada a todos. Bloom relata que, para ele, meditação sentada e focada na respiração não funcionou, enquanto caminhar ouvindo música teve o efeito de tranquilidade que buscava; cita ainda assar pão como outra prática que cumpre essa função em sua rotina. A orientação que ele formula é testar uma prática por algumas semanas e, se não produzir efeito perceptível, substituí-la por outra — o critério de escolha, segundo o autor, é o que funciona para a pessoa, não o que funciona para terceiros ou o que está em alta nas redes sociais.

Bem-estar tratado como oscilação, não como estado a ser alcançado

Bloom descreve o bem-estar duradouro não como um ponto de chegada, mas como a capacidade de atravessar períodos de alta e de baixa mantendo-se orientado por valores centrais e por relações estáveis. Nessa formulação, integrar práticas simples nos períodos mais fáceis da rotina profissional funciona como preparação para os períodos de maior estresse ou perda, quando a capacidade de recorrer a essas práticas já estaria estabelecida.

A rede de relações a três graus de distância, segundo pesquisa citada no livro

Para sustentar a tese de que bem-estar não é um fenômeno estritamente individual, Bloom cita a pesquisa dos sociólogos Nicholas Christakis e James Fowler, publicada no livro Connected: The Surprising Power of Our Social Networks and How They Shape Our Lives. Segundo o resumo que os próprios autores fazem do achado, o ganho de peso, a cessação do tabagismo e a felicidade de uma pessoa se propagam pela rede social até o “amigo do amigo do amigo” — ou seja, até um grau de distância em que os indivíduos envolvidos nem se conhecem diretamente. Bloom usa esse achado para argumentar que gestos de atenção a colegas, prestadores de serviço e pessoas do círculo profissional têm efeito mensurável sobre o bem-estar de quem os pratica e de quem os recebe, ainda que o resumo consultado não detalhe o desenho metodológico original desse estudo.

O que o material consultado não cobre

A fonte disponível é um resumo de cinco ideias do livro, feito pelo próprio autor, e não o livro integral nem um estudo com dados brutos. Ela não apresenta a lista completa das “dezenas de práticas baseadas em evidência” que Bloom diz reunir na obra, não descreve o desenho experimental por trás da afirmação de que essas práticas “funcionam”, e não trata especificamente de aplicação em contextos de alta cobrança executiva, liderança de equipes ou cultura organizacional — o material fala de bem-estar individual e de rede social em termos gerais, sem recorte para o ambiente corporativo brasileiro ou para funções de gestão. Também não há, no resumo consultado, indicação de prazo, órgão regulador ou norma associada ao tema: trata-se de conteúdo editorial sobre um livro, não de uma mudança normativa.

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Pontos de atenção sobre o conteúdo

1. As cinco práticas descritas vêm de um resumo de autor (Book Bite), não do texto integral do livro nem de um artigo científico revisado por pares disponível na fonte consultada.

2. O exercício “Map Your Days” é apresentado com duração estimada de cinco minutos por dia e período mínimo de duas semanas de registro, segundo o próprio Bloom.

3. A prática “Worry Window” tem duração fixa de cinco minutos cronometrados, sem interrupção do exercício antes do tempo esgotar, conforme descrito pelo autor.

4. O achado sobre propagação de comportamentos e humor até o “amigo do amigo do amigo” é atribuído por Bloom à pesquisa de Nicholas Christakis e James Fowler, publicada em Connected.

5. O material não especifica critérios de validação científica, tamanho de amostra ou revisão por pares para as práticas descritas — a fonte consultada as classifica como “baseadas em evidência” sem detalhar a evidência em si.

Perguntas frequentes

Quem é Matt Bloom e qual é a fonte original dessas práticas?

Matt Bloom é psicólogo social, professor emérito de administração da Universidade de Notre Dame e cofundador do aplicativo Ritual. As práticas foram descritas por ele em resumo do livro Lasting Wellbeing: Science-Based Practices for Tranquility, Authenticity, Meaning, and Joy, publicado pela revista do Next Big Idea Club e reproduzido pela Fast Company.

Quanto tempo leva para aplicar o exercício “Map Your Days”?

Segundo o autor, o registro diário leva até cinco minutos e deve ser mantido por pelo menos duas semanas antes de se buscar padrões nos pontos altos e baixos anotados.

O livro indica uma prática única recomendada para todos?

Não. Bloom afirma explicitamente que práticas diferentes funcionam para pessoas diferentes e recomenda testar uma prática por algumas semanas, substituindo-a caso não produza efeito perceptível.

O que sustenta a afirmação de que o bem-estar não é só individual?

Bloom cita a pesquisa dos sociólogos Nicholas Christakis e James Fowler, do livro Connected, segundo a qual comportamentos e estados emocionais se propagam por redes sociais até o grau de “amigo do amigo do amigo”.

O material consultado detalha como aplicar essas práticas no ambiente corporativo?

Não. A fonte disponível trata de bem-estar em termos gerais e individuais, sem recorte específico para contexto de liderança, gestão de equipes ou cultura organizacional.

Fontes consultadas

Este texto foi apurado a partir das publicações abaixo. As informações atribuídas a órgãos, normas e decisões devem ser conferidas na fonte oficial correspondente.

  • Fast Company — These practices improve your well-being and actually stick

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Este artigo teve a curadoria do time da Galícia Educação e foi escrito utilizando inteligência artificial a partir de seu conteúdo original publicado por Fast Company.

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