Chuck Robbins, presidente do conselho e CEO da Cisco, afirmou que "nada vai parecer bom agora" para funcionários desconfortáveis com mudança, em entrevista à newsletter Modern CEO, da Fast Company, conduzida por Stephanie Mehta. A declaração foi dada no contexto da liderança de Robbins no Business Roundtable (BRT), associação que reúne mais de 200 CEOs das maiores corporações americanas, cargo que ele ocupa desde janeiro de 2024 e que deixará no final deste ano.
A entrevista trata de como executivos de grandes empresas americanas estão reagindo à velocidade de adoção da inteligência artificial dentro de suas organizações, e do papel que o BRT tem desempenhado como espaço de troca entre CEOs sobre o tema. Não se trata de uma norma, decisão regulatória ou mudança de política pública — é um relato de posicionamento e prática interna de um executivo específico, sem força normativa sobre terceiros.
Segundo Robbins, quando a Anthropic lançou uma nova versão de seu modelo (referida na entrevista como "Mythos") pouco antes de uma reunião trimestral do BRT, a CEO do Citi, Jane Fraser, propôs convocar uma discussão extra na quarta-feira seguinte, às 7h30, aberta a quem quisesse participar. O encontro contou com a presença do próprio Robbins, de Fraser, do CEO da Visa, Ryan McInerney, do responsável por segurança e confiança da Cisco, e de um representante de um grande banco (não identificado na entrevista). Mais de 100 CEOs compareceram, segundo Robbins — um indicativo, na leitura dele, do nível de atenção que executivos de diferentes setores estão dedicando à evolução dos modelos de IA.
Robbins descreve que os questionamentos recebidos de outros CEOs se dividem em dois grupos. O primeiro trata de risco de modelo: como avaliar modelos abertos, modelos de peso aberto (open-weight), modelos de origem chinesa e modelos americanos. Segundo ele, a Cisco tem uma visão mais avançada sobre esse tema porque foi uma das 11 participantes originais do que a entrevista chama de "Project Glasswing" — a fonte não detalha o que esse programa envolve, quem o coordena ou quais são os critérios de participação.
O segundo grupo de perguntas é sobre produtividade: como a Cisco está usando IA internamente. Robbins afirma que empresas "mais inovadoras" não deveriam tratar a IA como uma ferramenta de redução de custos, mas de ampliação de capacidade de entrega — usando como exemplo hipotético a possibilidade de manter o mesmo volume de trabalho com 20% menos pessoas, ou entregar 20% mais com o mesmo quadro (ele mesmo qualifica o número como ilustrativo, "estou inventando esse número").
Na Cisco, as duas áreas apontadas como de uso mais consolidado de IA são desenvolvimento de código e atendimento ao cliente. No primeiro caso, Robbins relata que, sem controle, a IA gera grande volume de código, mas o gargalo se desloca da escrita para a verificação do código e, depois, para a capacidade dos clientes de implementar essas entregas. No segundo caso, a Cisco implantou tecnologia de agente personalizado para todos os funcionários da empresa, usada especialmente pelas equipes de vendas para preparar reuniões com clientes.
Em meados de setembro, após executivos do setor de IA terem pedido publicamente uma desaceleração no desenvolvimento da tecnologia, a Fast Company retornou ao contato com Robbins para obter sua reação. Ele respondeu por escrito que, quando "as pessoas que constroem os modelos mais avançados estão levantando questões sobre o ritmo do desenvolvimento", isso merece atenção. Ao mesmo tempo, afirmou que, na visão dele, a pergunta mais relevante para os clientes da Cisco não é se os modelos de fronteira devem acelerar ou desacelerar, mas se conseguem implantar IA com segurança, dentro de controles de custo, independentemente do modelo escolhido.
Robbins posiciona a rede (infraestrutura de rede, área de atuação da Cisco) como o ponto de controle capaz de monitorar o comportamento de agentes e aplicações de IA, quais dados eles acessam e o que estão autorizados a fazer — uma camada de controle adicional à confiança no comportamento pretendido do modelo. Ele afirma estar "menos focado" no debate sobre desaceleração ampla do setor e mais focado em oferecer aos clientes da Cisco visibilidade, segurança e controle de custos de uso de tokens.
A entrevista não traz posição formal do Business Roundtable como entidade sobre os pedidos de desaceleração da IA, nem menciona se o tema será deliberado coletivamente pelos mais de 200 CEOs associados. Também não há, na fonte, identificação de quem sucederá Robbins na presidência do BRT a partir do próximo ano, nem cronograma para essa transição além da informação de que ocorrerá "no final deste ano".
Robbins também comentou, na mesma conversa, o tema de custo de vida, citando o envolvimento da Cisco desde 2017 em iniciativas ligadas a moradia e situação de rua na região da Baía de São Francisco, e sobre a percepção internacional das empresas de tecnologia americanas, mencionando a crescente demanda por soluções de soberania de dados e de nuvem em outros países. Em nenhum dos dois pontos a entrevista traz dados quantitativos, estudos ou posições institucionais do BRT — são observações do próprio Robbins, sem atribuição a levantamento ou fonte primária adicional.
Como o assunto é tratado por uma única fonte jornalística, e o conteúdo é uma entrevista de opinião de um executivo — não uma decisão, norma ou dado de mercado auditável — não há, disponível publicamente até o momento desta apuração, verificação independente das cifras de comparecimento na reunião do BRT, do escopo exato do "Project Glasswing" ou de métricas de produtividade da Cisco atribuídas ao uso interno de IA.
Quem atua em posições de coordenação ou gerência e lida com decisões sobre adoção de ferramentas de IA em equipes pode acompanhar o desdobramento desse debate observando pronunciamentos futuros do Business Roundtable, a divulgação de eventual sucessor de Robbins na presidência da entidade, e novos posicionamentos de executivos de empresas de IA sobre ritmo de desenvolvimento dos modelos — tema que, segundo a própria fonte, ainda não tem posição consolidada nem entre os CEOs do BRT.
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1. Robbins deixa a presidência do Business Roundtable no final deste ano, sem sucessor identificado na entrevista.
2. O encontro extra sobre IA convocado por Jane Fraser reuniu mais de 100 CEOs, mas a fonte não detalha data exata nem lista completa de participantes.
3. A Cisco integra o grupo de 11 participantes originais do "Project Glasswing", programa não detalhado na entrevista.
4. Robbins não defende desaceleração ampla do desenvolvimento de IA, priorizando segurança e controle de custos via infraestrutura de rede.
5. Não há, na fonte consultada, posição formal e coletiva do Business Roundtable sobre os pedidos de pausa no desenvolvimento de IA feitos por executivos do setor em setembro.
Chuck Robbins defende parar ou desacelerar o desenvolvimento de IA?
Não. Ele afirma que a pergunta mais relevante para os clientes da Cisco não é se os modelos avançam mais rápido ou mais lento, mas se conseguem ser implantados com segurança e controle de custos.
O que é o "Project Glasswing" mencionado na entrevista?
A fonte identifica a Cisco como uma das 11 participantes originais, mas não detalha objetivo, coordenação ou critérios de participação do programa.
Quando Chuck Robbins deixa a presidência do Business Roundtable?
No final deste ano, segundo a entrevista, sem indicação de nome do sucessor.
Quais áreas da Cisco já usam IA de forma consolidada, segundo Robbins?
Desenvolvimento de código e atendimento ao cliente, com agente de IA personalizado disponível para todos os funcionários da empresa.
O Business Roundtable tomou posição oficial sobre os pedidos de pausa na IA?
A entrevista não traz posição formal da entidade como um todo — apenas a resposta individual de Chuck Robbins como um de seus dirigentes.
Este texto foi apurado a partir das publicações abaixo. As informações atribuídas a órgãos, normas e decisões devem ser conferidas na fonte oficial correspondente.
Para quem quer o próximo passo: de coordenação para gerência, de gerência para head.
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