A McKinsey Insights publicou um artigo assinado com a perspectiva de Andrew Schlossberg, presidente e CEO da gestora de ativos Invesco, no qual ele defende que inteligência artificial precisa estar dentro da estratégia central de uma empresa de serviços financeiros — não operar como uma iniciativa periférica, isolada em um departamento de tecnologia ou inovação. O segundo eixo do argumento de Schlossberg é sobre confiança: uma vez perdida perante clientes, investidores ou reguladores, ela é difícil de reconstruir. Não há, na publicação, indicação de data de fala, evento ou entrevista original além da própria peça editorial da McKinsey.
É importante situar o gênero do material: trata-se de um artigo de opinião de um executivo, publicado em um canal de conteúdo de uma consultoria de gestão, e não de uma norma, decisão regulatória, resolução de órgão fiscalizador ou pesquisa com metodologia divulgada. Isso significa que o texto não fixa obrigação, prazo ou sanção para ninguém — ele registra um posicionamento estratégico de liderança sobre como empresas do setor financeiro deveriam tratar IA e confiança do cliente.
Segundo o resumo divulgado pela McKinsey Insights, Schlossberg sustenta que a adoção de inteligência artificial em uma gestora de ativos — ou, por extensão, em qualquer instituição financeira — não deve ser tratada como um projeto-piloto ou uma frente experimental desconectada das decisões de negócio. A formulação é de que IA "deve fazer parte da estratégia da empresa, não ficar à margem dela". O material não especifica quais processos, produtos ou áreas da Invesco ilustram esse posicionamento, nem apresenta dados internos, cronograma de implementação ou métricas de resultado.
O segundo componente do argumento — de que a confiança, uma vez perdida, é difícil de recuperar — aparece associado ao primeiro, sugerindo que o uso de IA por instituições financeiras carrega risco reputacional quando mal conduzido. O resumo disponível não descreve, no entanto, episódios concretos de perda de confiança citados por Schlossberg, nem detalha o que ele considera boas práticas de governança para evitar esse risco.
O autor do argumento ocupa a presidência e o cargo de CEO de uma gestora de ativos global, o que situa a fala no contexto de asset management. Ainda assim, o tema — uso estratégico de IA e preservação de confiança institucional — é transponível para qualquer segmento de serviços financeiros e, de forma mais ampla, para qualquer organização cuja relação com cliente, investidor ou órgão regulador dependa de credibilidade percebida: bancos, seguradoras, empresas de meios de pagamento e, fora do setor financeiro, qualquer negócio que trate dados sensíveis por meio de sistemas automatizados.
Para gestores e coordenadores em posição de decidir ou influenciar a adoção de IA dentro de suas áreas, o argumento de Schlossberg funciona como referência de enquadramento: a decisão sobre IA deixa de ser exclusivamente técnica ou operacional e passa a ser tratada como decisão de estratégia corporativa, com implicação direta sobre reputação. A publicação, contudo, não detalha como essa transição de enquadramento deveria ocorrer na prática — se por meio de comitês de governança, políticas formais de uso de IA, treinamento de equipes ou mudança de estrutura organizacional.
Como há apenas essa fonte disponível sobre o tema, é necessário delimitar com precisão o que ela não cobre, em vez de complementar com suposições. O resumo da McKinsey Insights não apresenta: (i) dados quantitativos sobre adoção de IA na Invesco ou no setor de gestão de ativos; (ii) referência a normas, resoluções ou órgãos reguladores específicos sobre uso de IA em serviços financeiros; (iii) metodologia de pesquisa — o texto é apresentado como argumento de um executivo, não como estudo com amostra ou survey; (iv) prazo, cronograma ou plano de ação associado ao posicionamento defendido; (v) exemplos nomeados de instituições que teriam perdido confiança por uso inadequado de IA.
Essa ausência de detalhamento não é uma falha do texto — é característica do gênero: uma peça de opinião de liderança tende a fixar princípio, não plano de execução. Para quem busca aprofundamento técnico sobre como estruturar governança de IA, políticas de compliance algorítmico ou requisitos regulatórios específicos do setor financeiro, essas informações precisam ser buscadas em fontes normativas ou setoriais distintas desta.
O artigo não resolve — nem se propõe a resolver — uma questão prática central para quem trabalha com gestão de equipes e projetos de IA: como medir se a confiança de clientes e investidores está sendo preservada ou erodida ao longo da adoção de novas ferramentas. Schlossberg apresenta a relação entre IA e confiança como princípio orientador, mas o material consultado não indica indicadores, benchmarks de mercado ou estudos de caso que permitam a um gestor avaliar, na própria organização, se esse princípio está sendo cumprido. Trata-se, portanto, de uma tese de liderança a ser interpretada e operacionalizada por cada instituição, sem roteiro fixado pela fonte.
Para acompanhar desdobramentos do tema, o caminho é monitorar publicações subsequentes da McKinsey sobre governança de IA em serviços financeiros e eventuais manifestações de outros executivos do setor sobre o mesmo binômio — estratégia de IA e gestão de confiança —, já que a fonte atual representa uma única perspectiva, sem contraponto documentado até o momento.
Para profissionais que lidam com essas decisões no dia a dia — da definição de política de uso de IA à comunicação de riscos para stakeholders — aprofundar repertório em estratégia corporativa e governança tende a ser o caminho mais direto para transformar um princípio de liderança, como o defendido por Schlossberg, em prática de gestão. Programas de MBA ou pós-graduação em Gestão Estratégica e Liderança da Galícia Educação abordam justamente essa ponte entre discurso executivo e execução organizacional.
1. O argumento consultado é atribuído a Andrew Schlossberg, presidente e CEO da Invesco, publicado em artigo da McKinsey Insights.
2. Não há, na fonte, norma, resolução ou decisão regulatória — trata-se de posicionamento de um executivo, sem força normativa.
3. O texto não detalha metodologia, dados quantitativos ou casos nomeados de perda de confiança associada a IA.
4. O escopo original da fala está ligado à gestão de ativos, mas o argumento é transponível a outros segmentos de serviços financeiros.
5. Não há indicação de prazo, cronograma ou plano de implementação associado ao princípio defendido.
Quem defende que a IA deve estar na estratégia central da empresa, e não à margem dela?
O argumento é atribuído a Andrew Schlossberg, presidente e CEO da gestora de ativos Invesco, em artigo publicado pela McKinsey Insights.
O artigo da McKinsey traz uma norma ou regulamentação sobre uso de IA em serviços financeiros?
Não. O material consultado é um artigo de opinião de um executivo, sem referência a norma, resolução ou órgão regulador específico.
O texto explica como medir se a confiança de clientes está sendo preservada durante a adoção de IA?
Não. A fonte apresenta o princípio de que confiança, uma vez perdida, é difícil de recuperar, mas não indica indicadores, métricas ou metodologia para avaliação prática.
Esse argumento se aplica apenas a gestoras de ativos?
O contexto original é de gestão de ativos, mas a relação entre estratégia de IA e preservação de confiança institucional é aplicável, em princípio, a qualquer organização de serviços financeiros ou que dependa de credibilidade perante clientes e reguladores.
Existem outras fontes que confirmam ou contestam esse argumento?
Até o momento, a única fonte consultada sobre este assunto é o artigo publicado pela McKinsey Insights com a perspectiva de Andrew Schlossberg; não há contraponto documentado disponível.
Este texto foi apurado a partir das publicações abaixo. As informações atribuídas a órgãos, normas e decisões devem ser conferidas na fonte oficial correspondente.
Para quem quer o próximo passo: de coordenação para gerência, de gerência para head.
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