Uma pesquisa da McKinsey identificou que produtores rurais em todo o mundo passaram a restringir e selecionar com mais critério seus gastos, em resposta a pressões econômicas sobre o setor agrícola. O levantamento, batizado de Global Farmer Insights 2026, ouviu 5.500 agricultores e é conduzido de forma bienal pela consultoria. Entre os achados, dois chamam atenção de quem trabalha com estratégia, marketing e inovação voltados ao agronegócio: o avanço da inteligência artificial nas rotinas de decisão do produtor e a permanência de conselheiros de confiança como referência central antes de qualquer compra.
A McKinsey aponta que a seletividade nos gastos é uma resposta direta a pressões econômicas enfrentadas pelos produtores — sem que o resumo disponível detalhe se essa pressão decorre de custo de insumos, variação cambial, crédito rural, preço de commodities ou combinação desses fatores. Essa é uma primeira lacuna relevante: a fonte registra o comportamento (seletividade), mas não decompõe suas causas específicas por região ou tipo de cultivo.
Para gestores de empresas que vendem para o campo — sejam fabricantes de insumos, distribuidoras, empresas de maquinário ou provedores de tecnologia agrícola —, o dado direto é que o ciclo de decisão de compra do cliente rural está mais criterioso do que em levantamentos anteriores da mesma série, ainda que a McKinsey não informe, no material disponível, qual foi o patamar de seletividade nas edições anteriores para permitir comparação numérica.
O levantamento constata que a inteligência artificial está "fazendo avanços" ("making inroads") entre os agricultores entrevistados. Ao mesmo tempo, a pesquisa registra que os respondentes continuam recorrendo a conselheiros de confiança para orientação de compra — o que sugere convivência entre ferramentas digitais de apoio à decisão e a figura do consultor, agrônomo, cooperativa ou distribuidor local como intermediário da relação comercial.
O resumo disponível não especifica quem são esses "conselheiros de confiança" (trusted advisers) — se agrônomos independentes, revendas, cooperativas, distribuidores de insumos ou combinação de perfis — nem em que proporção a IA é usada diretamente pelo produtor versus usada pelos próprios conselheiros como ferramenta de apoio. Essa distinção é relevante para quem desenha estratégia comercial no setor, mas não está determinada pela fonte consultada.
O levantamento é relevante para profissionais que atuam em áreas como marketing agro, inteligência comercial de agtechs, gestão de canais de distribuição rural e planejamento estratégico de empresas fornecedoras do campo. Para esse público, o dado central é estrutural: o comprador rural está mais seletivo e mantém um intermediário de confiança no processo, o que tem implicação direta sobre como construir jornada de venda, conteúdo técnico e relacionamento comercial no setor.
A pesquisa não informa, no resumo disponível, se essa seletividade e essa permanência do conselheiro se comportam de maneira uniforme entre diferentes portes de propriedade, culturas ou regiões geográficas. Trata-se de um recorte agregado global, e a fonte não permite segmentar o comportamento por país ou continente.
Há apenas uma fonte disponível sobre esse levantamento, o que exige explicitar o que ela não cobre em vez de complementar com suposição. O resumo da McKinsey não detalha: (i) a metodologia de amostragem por país ou continente; (ii) a data exata de campo da pesquisa; (iii) percentuais específicos de adoção de IA ou de queda em gastos; (iv) a definição operacional de "conselheiro de confiança"; e (v) comparação numérica direta com a edição anterior da mesma pesquisa bienal. Qualquer leitura que vá além da constatação geral — seletividade em alta, IA em avanço, conselheiro de confiança mantido — depende do relatório completo, que a fonte consultada não reproduz integralmente.
O relatório é publicado pela McKinsey em sua área de insights sobre agricultura, e novas atualizações ou desdobramentos regionais tendem a ser divulgados no mesmo canal. Para quem depende desse dado em decisão de negócio, o acompanhamento direto da publicação original — e de eventuais recortes setoriais que a consultoria venha a divulgar — é o caminho indicado, já que o resumo disponível não esgota os números e metodologia do estudo.
Para quem quer aprofundar a leitura desse tipo de dado de mercado e transformá-lo em decisão estratégica — seja em posicionamento comercial, gestão de portfólio ou liderança de área —, programas de pós-graduação em Gestão Estratégica ou Agronegócio da Galícia Educação oferecem ferramentas de análise de mercado e tomada de decisão aplicadas a esse tipo de cenário. Consulte as opções disponíveis na Galícia Educação.
1. A pesquisa é bienal e reúne 5.500 respondentes, segundo a McKinsey, mas o resumo disponível não detalha a distribuição geográfica da amostra.
2. A seletividade de gastos é atribuída a "pressões econômicas", sem que a fonte especifique quais fatores (custo de insumo, crédito, câmbio, preço de commodity) compõem essa pressão.
3. A IA aparece como tendência em avanço, mas sem percentual de adoção informado na fonte disponível.
4. O papel do "conselheiro de confiança" é citado como central na decisão de compra, sem definição de quais perfis profissionais essa categoria abrange.
5. Não há, no material consultado, comparação numérica direta com a edição anterior da mesma pesquisa, o que limita a leitura de tendência ao longo do tempo.
O que é o Global Farmer Insights 2026? É uma pesquisa bienal da McKinsey que ouviu 5.500 agricultores em nível global sobre comportamento de gasto, adoção de tecnologia e processo de decisão de compra.
A pesquisa indica queda de investimento no campo? A fonte indica maior seletividade de gastos diante de pressões econômicas, não necessariamente queda generalizada de investimento; o resumo disponível não fornece números agregados sobre volume de gasto.
A inteligência artificial já substitui o consultor agrícola nas decisões de compra? Não segundo o que a fonte registra: a pesquisa afirma que a IA avança entre os produtores, mas que o conselheiro de confiança permanece como referência de compra, sem detalhar a interação entre os dois.
Quais setores devem observar esse dado com mais atenção? Empresas fornecedoras do agronegócio — insumos, maquinário, agtechs e distribuição — por lidarem diretamente com o comportamento de compra descrito na pesquisa.
Onde encontrar o relatório completo com metodologia e números detalhados? Na publicação original da McKinsey em sua área de insights sobre agricultura; o resumo consultado não reproduz metodologia, datas de campo nem percentuais específicos.
Este texto foi apurado a partir das publicações abaixo. As informações atribuídas a órgãos, normas e decisões devem ser conferidas na fonte oficial correspondente.
Para quem quer o próximo passo: de coordenação para gerência, de gerência para head.
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