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Investidor iniciante: Tudo que você precisa saber

investidor iniciante

O ano de 2023 começou movimentado para quem acompanha o mundo dos negócios. Com um rombo histórico em uma grande varejista nacional, o prejuízo bilionário acabou afetando também investidores, uma vez que a empresa é devedora de diversos fundos de investimento e inquilina de alguns fundos imobiliários.

Surgem, portanto, muitas dúvidas sobre como investir com segurança e, até mesmo, se vale a pena trilhar esse caminho. Para o investidor iniciante, as incertezas do mercado podem ser assustadoras. Mas, com cautela e boas informações, é possível fazer seu dinheiro render progressivamente.

Se você já está pensando em aplicar suas receitas, saiba que existem diferentes tipos de ativos – como ações, títulos, imóveis, certificados de depósito bancário (CDBs), letras de crédito, criptomoedas, entre outros – e todos têm suas vantagens e desvantagens.

Continue a leitura e descubra os cinco passos fundamentais para o investidor iniciante.

Por que eu devo começar a investir?

Existem diversos motivos que levam alguém a investir e, sem dúvidas, o incremento patrimonial é o principal deles.

Confira, a seguir, cinco razões para você se tornar um investidor iniciante:

Aumento do poder de compra

Ao investir, você obterá rendimentos maiores do que os juros bancários tradicionais, o que significa que suas receitas poderão aumentar de forma significativa, reduzindo o impacto da inflação no seu poder de compra.

Aposentadoria

Investir regularmente e a longo prazo é uma forma de se organizar financeiramente e se preparar para a chegada da aposentadoria.

Organização e alcance de metas financeiras

Os investimentos são uma excelente opção para quem deseja “guardar dinheiro” e se organizar financeiramente. Além disso, por proporcionarem rendimentos superiores à tão famosa poupança, o investidor iniciante encontra uma forma mais eficiente de alcançar suas metas materiais, como comprar imóveis, realizar viagens, quitar dívidas ou investir na educação dos filhos, por exemplo.

Incentivar o crescimento econômico nacional

Ao investir em empresas e projetos, as pessoas estão, em certa medida, contribuindo para o crescimento econômico e ajudando na geração de empregos e riqueza.


Tipos de investimento e seus riscos

O panorama de investimentos no Brasil é bastante diverso e inclui uma variedade de opções, como ações, títulos públicos, fundos imobiliários e muitos outros. No entanto, alguns investimentos são mais populares do que outros, mas todos têm vantagens e desvantagens

Há algumas décadas, fazer qualquer tipo de investimento era um passo arrojado, reservado a economistas, consultores financeiros e bancários. Porém, o cenário atual é muito mais convidativo, até mesmo para o investidor iniciante, que dispõe de informações acessíveis e inúmeras possibilidades de consultoria especializada.

Para ajudá-lo a saber mais sobre como investir, quais tipos de investimento existem e qual a melhor opção para o seu perfil, preparamos uma “colinha” com informações importantes.

Confira!

Renda Fixa

Os investimentos de renda fixa são aqueles em que a taxa de retorno é definida no ato da contratação, quando todos os critérios, como carência, vencimento, tempo mínimo de investimento e taxa de rentabilidade, são previamente apresentados.

De modo geral, todo investidor iniciante deve considerar ter em sua carteira de investimentos uma opção de renda fixa, tendo em vista que são investimentos com baixo risco de perda.

A renda fixa é dividida em três categorias:

Renda fixa prefixada

Nessa categoria, o investidor já sabe qual será o rendimento, porque as condições não são alteradas na vigência do período de investimento. Ele apresenta uma porcentagem fixa ao longo do tempo de aplicação.

Exemplos: Tesouro Direto, letras de crédito e CDBs prefixados.

Renda fixa pós-fixada

Na renda fixa pós-fixada, é utilizado um indicador ou índice de mercado (como a taxa Selic, IPCA, CDI, entre outros) para calcular a rentabilidade diária. Ou seja, quando a taxa sobe, sua aplicação renderá mais, mas quando ela cai, haverá um rendimento menor do que no dia anterior.

É importante entender que a renda fixa pós-fixada, mesmo levando em conta todas as variações, é classificada como renda fixa. Porque, no ato da contratação, o investidor é apresentado a todas as condições, como data de vencimento e qual será o indexador de rentabilidade.

Exemplos: Tesouro Selic, CDB, Tesouro IPCA, debêntures, LCI e LCA.

Renda fixa híbrida

A renda fixa híbrida é o “cruzamento” entre as opções anteriores. Esse investimento possui uma taxa fixa prefixada, mas também tem o acréscimo da variação que se acumula por conta da inflação do período. A composição da taxa de rentabilidade híbrida é formada por uma parte fixa e outra variável, como, por exemplo, 6% + IPCA, 4%+CDI, etc.

Exemplo: Tesouro IPCA+

Renda variável

Os investimentos em renda variável estão sujeitos às flutuações do mercado e não há garantias de ganhos ou mesmo devolução dos valores. Tais investimentos costumam ter um risco maior e a rentabilidade oscila conforme as variações econômicas, sendo diretamente influenciados pelas políticas nacionais e decisões internas das empresas que têm ações disponíveis no mercado.

Entretanto, o “outro lado da moeda” é que, justamente pelo risco maior, quando há ganhos, os valores são mais significativos do que os proporcionados por investimentos “estáveis”.

São exemplos de renda variável: câmbio, ações de empresas, ouro, fundos de ações e fundos imobiliários.

Perfis de investidores 

Na instrução n.º 539, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) dispõe sobre “o dever de verificação da adequação dos produtos, serviços e operações ao perfil do cliente”.

É justamente por esse motivo que grande parte das instituições financeiras analisa o perfil do investidor por meio de questionários muito detalhados, realizados antes de qualquer aplicação, e que devem ser respondidos com precisão e honestidade.

A Associação Brasileira de Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) definiu que há três principais perfis de investidor: conservador, moderado, arrojado ou agressivo.

Saiba mais sobre cada um deles:

Conservador

A principal característica do perfil conservador é a aversão ao risco e priorizar a manutenção do capital, buscando investimentos com baixo risco e retornos moderados. Eles geralmente têm uma perspectiva de curto prazo e preferem investir em ativos de renda fixa, como títulos do governo, títulos corporativos de alta qualidade ou fundos mútuos de renda fixa. Esse investidor evita investimentos voláteis, como ações, e prefere um fluxo constante de renda.

Moderado

Esse perfil possui certa tolerância ao risco e aceita encarar alguns desafios para ter mais rentabilidade. Esses investidores têm uma perspectiva de longo prazo, mas também buscam proteção contra perdas significativas. O investidor moderado, geralmente, tem uma carteira diversificada, com combinação de ações, títulos e ativos de renda fixa.

Arrojado ou Agressivo

O investidor arrojado está disposto a correr riscos elevados em busca de retornos potencialmente maiores. Esse perfil tem uma perspectiva de longo prazo e está disposto a aceitar certas perdas significativas em troca de retornos elevados. Esse investidor tem preferência por ações, fundos imobiliários, entre outros ativos de alto risco e volatilidade, bem como em mercados emergentes e setores em rápido crescimento.


Cinco passos fundamentais para o investidor iniciante

O investidor iniciante deve buscar orientação adequada e se instruir no assunto. Leituras, pesquisas, cursos, mentorias, todas as opções de aprendizado são válidas e devem ser consideradas para potencializar suas possibilidades.

Além disso, há algumas etapas fundamentais para você entender como investir com assertividade e alcançar bons retornos.

Confira os cinco passos indispensáveis para todo investidor iniciante:

1. Realize um planejamento financeiro. Essa é uma estratégia fundamental para administrar recursos e conquistar resultados significativos a longo prazo, sem comprometer nenhum outro setor de sua vida.

2. Antes de fazer qualquer investimento, negocie e quite as suas dívidas. Essa é uma das ações mais importantes para a saúde financeira e, caso haja mais de um débito, dê prioridade ao pagamento que apresentarem as maiores taxas de juros.

3. Conheça seus objetivos financeiros e estabeleça metas para alcançá-los. Além disso, crie uma reserva de emergência. É importante estar preparado para possíveis imprevistos.

4. Diversifique sua carteira de investimentos. Assim, será possível reduzir os impactos das oscilações do mercado.

6. Pesquise, estude e se informe sobre os diferentes tipos de investimento disponíveis. Entenda os riscos e recompensas de cada um e mantenha-se constantemente atualizado sobre o mercado. É importante avaliar cenários antes de realizar qualquer investimento e continuar acompanhando após a escolha dos ativos. Busque educação contínua sobre finanças.

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